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A Chuva e a 'Mágica'

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Convido os leitores a fazerem uma pequena pausa na correria do dia de hoje e olharem, por 5 segundos, a fotografia que está mostrada ao lado. A foto é de autoria de Dieter Buehne, e foi publicada no livro 'Água de chuva – o segredo da convivência com o semi-árido brasileiro'. 

Geografia

Agora imagine que a água que você tem para beber e cozinhar seja a que está no copo à direita da fotografia. Talvez você que está lendo este texto tenha filhos, mas mesmo que não tenha, imagine que é aquela a água que você tem que dar a seus filhos quando eles estão com sede. Suponha agora que, num 'passe de mágica', a água que está no copo à direita da fotografia se transforme na água que está no copo à esquerda.

Que 'mágica' é essa? É a 'mágica' de utilizar a água de chuva para atender a famílias que moram no semi-árido brasileiro. Quanto custa esta 'mágica'? Cerca de R$ 1.500,00 por família atendida. Isso é realmente viável? A água é realmente potável? Quais cuidados os moradores devem tomar para evitar a contaminação da água? Será que nós, como cidadãos, podemos participar desta 'mágica'?

Na coluna que escrevi no mês de novembro, fiz comentários sobre possibilidades de captação e uso de água de chuva. Alguns leitores pediram que eu continuasse a escrever sobre o assunto e por conta disso é que estou voltando ao tema. Antes, gostaria de fazer uma pausa para lembrar que concluí a coluna anterior dizendo que estava chovendo e por isso eu iria desligar o computador. Foi o que fiz, mas sabe o que aconteceu? A TV da minha casa queimou!

Felizmente a companhia de energia elétrica reconheceu que o problema com a TV foi devido a distúrbio ocorrido na rede de eletricidade durante a chuva e se comprometeu a ressarcir o dano. Mas sabe de uma coisa, leitor, nem se todos os equipamentos eletroeletrônicos da minha casa tivessem queimado eu culparia a chuva por isso. Os problemas associados à chuva são normalmente causados por nós. As enchentes, por exemplo, são resultado do desmatamento, da ocupação desordenada do solo de imperfeições de obras de engenharia para drenar as águas pluviais. A culpa não é da natureza!

A ausência de chuvas, isso sim, deixa todos preocupados: o ar fica mais seco e poluído, o abastecimento de água e a geração de energia elétrica ficam comprometidos, cai a produção na agricultura. Enfim, os problemas são muitos! Por tudo isso, convido os leitores a verem a chuva como ela é: uma verdadeira bênção!; mesmo que ela caia quando você estiver sem guarda-chuva a caminho do trabalho ou da escola. Claro que ficar encharcado no trabalho ou na escola não tem graça nenhuma, mas se isso ocorrer, para amenizar o seu possível mau-humor, procure se lembrar do bem que a chuva pode ter representado para uma família que mora na região semi-árida brasileira. E da próxima vez, siga o conselho da sua mãe ou esposa: leve o guarda-chuva!

Meu espaço está acabando, desviei um pouco do assunto e acabei não respondendo às perguntas que formulei quatro parágrafos acima. Voltarei ao assunto na próxima coluna, daqui a dois meses. Entre outras coisas, contarei sobre um trabalho voluntário que estudantes da UFMG têm desenvolvido no Vale do Jequitinhonha.

* Valter Lúcio de Pádua é professor adjunto do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG

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