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Os Segredos do Botox

O cotidiano está cada vez mais, presente em nossos vestibulares. Na prova de Biologia, 2ª etapa da UFMG (jan / 2003), nos deparamos com uma questão (nº5) sobre os aspectos de organização estrutural do Tecido Muscular, fazendo referência em um do itens, a aplicação de Botox, seu efeito e etapas de atuação. A dúvida surge: até onde temos conhecimento sobre essa técnica?

Botox é o nome comercial da toxina botulínica tipo A purificada, uma substância obtida a partir de culturas das bactérias Clostridium botulinum, sendo conhecida desde a década de 70 com propriedade de paralisar os músculos.

A bactéria C. botulinum é muito conhecida como agente etiológico do botulinismo de origem alimentar provocada pela ingestão da neurotoxina formada em alimentos após o crescimento da bactéria. Existe também o botulismo de feridas e o botulismo infantil provocadas pelo crescimento do organismo do C. botulinum in vivo e pela conseqüente libertação da toxina. Essa bactéria é um bacilo Gram positivo que se desenvolve em meio com baixa concentração de oxigênio, meio anaeróbio, com pH básico ou próximo do neutro.

botox11Bacilo Clostridium botulinum, produtor da toxina causadora do botulismo.

Com capacidade de formar esporos, a bactéria Clostridium botulinum é encontrada com freqüência no solo, em legumes, verduras, frutas, fezes humanas e excrementos animais. São sete os tipos de C. botulinum descritos, sendo os tipos A, B, E e F responsáveis pela maioria dos casos humanos, os tipos C e D causam doenças em gado e outros animais. O tipo E está associado ao consumo de pescados e frutos do mar.

A partir dos anos 90, a toxina botulínica passa a ser usada não somente em tratamento estético, mas também em correção de disfunções musculares como em casos de derrames onde os músculo ficam estirados e sem movimento, a toxina ajuda no relaxamento de músculos acelerando sua recuperação; em certos casos de estrabismos e blefaroespasmo (tique nervoso onde ocorre o piscar de olhos sem parar); dores lombares ou cervicais crônicas; problemas no músculo das cordas vocais.

Nos casos de hiper-hidrose axilar, ou seja, sudorese excessiva nas axilas, pode-se usar o tratamento com Botox, o que já é feito em vários países como na Alemanha, as injeções de toxina botulínica nas axilas bloqueiam os nervos conectados às glândulas sudoríparas. Outras pesquisas têm sido desenvolvidas como em casos do mau-cheiro em pessoas que não apresentam sudorese exagerada nas axilas. Com o uso de Botox ao longo de dois anos, os experimentos mostraram como resultado a liberação de odor menos intenso e mais agradável.

Com fins estéticos, o Botox é usado para corrigir as rugas de expressão. Utilizados em quantidades muito pequenas, as poucas gotas de Botox não correm o risco de se espalhar pelo organismo. Quando injetadas com agulha muito fina dentro do músculo, ocorre o bloqueio do impulso nervoso daquela área, enfraquecendo o músculo, a pele sobre ele relaxa e as rugas nessa região tendem a se suavizar e desaparecer. Muitas rugas surgem em locais onde há repetição de movimentos de expressão formando sulcos dentro da pele chamadas pés-de-galinha sendo encontrados entre as sombrancelhas, na órbita dos olhos e no canto da boca.

Os conhecimentos atuais permitem considerar três etapas de ação da toxina botulínica:

1. Fixação da toxina por meio do fragmento aos receptores na membrana pré-sináptica, processo este que não requer energia ou íons Ca++. Esta fase é reversível se administrado um soro antibotulínico específico.

2. Internalização da toxina nas vesículas do neurônio pré-sináptico, com gasto de energia. Ocorre provavelmente por um processo de reorganização da membrana celular neuronal. É uma etapa irreversível.

3. Etapa lítica caracterizada por paralisia. Produz-se danos à estrutura da membrana citoplasmática e bloqueio da secreção da acetilcolina.

botox2

A quantidade de Botox utilizado 25 a 50 unidades para fins estéticos ocorre sem perigo para a saúde, seria prejudicial na ordem de 3000 unidades. Seu efeito é observado nas primeiros 48h e aumenta gradativamente nos 10 a 15 dias após a aplicação, estabilizando-se. O tratamento com Botox dura aproximadamente de 4 a 6 meses devendo ser repetida a aplicação por diversas vezes e, a duração do efeito tende a aumentar. Para evitar que o organismo desenvolva anticorpos contra a toxina e bloqueie seu efeito, o intervalo mínimo ente duas aplicações da toxina botulínica deve ser de pelo menos 30 dias. As complicações de aplicação são pequenas e transitórias. A utilização da toxina botulínica com fins terapêuticos é uma realidade que vem crescendo a cada dia.

LÚCIA DUTRA BATISTA DALL'ACQUA
BIÓLOGA pela PUC, com especialização em BIOLOGIA DA REPRODUÇÃO
Professora da rede particular de ensino.

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