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Descobertas Novas Conseqüências, Cada Vez Mais Catastróficas

  No início de outubro de 2005, ocorreu uma tempestade no Alasca, Estado norte-americano que se sencontra isolado do resto do país, constituindo uma imensa península (1.717.852 Km2, maior do que o Estado do Amazonas), da qual cerca de um terço se localiza no círculo polar Ártico, na extremidade Noroeste da América do Norte.

A tempestade provocou ondas de 4,5 metros de altura que percorreram 13 mil quilômetros do oceano Pacífico em seis dias, até atingir e destruir um iceberg de 96 quilômetros de comprimento, literalmente, do outro lado do mundo, na Antártida. O fenômeno foi acompanhado por pesquisadores de duas universidades norte-americanas.

Segundo esses cientistas - Douglas MacAyel e Emile Okal -, a descoberta mostra que o clima de uma região pode ter impacto significativo em lugares distantes e tão opostos quanto os pólos do planeta. Além disso, evidencia que as mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global já começam a ameaçar a Antárdida, com conseqüências catastróficas.

Verdade inconveniente
"Acreditava-se que a maior massa de gelo no planeta - a Antártida oriental - estivesse aumentando. Faz dois meses, um novo estudo pormenorizado mostrou indícios de que ela também pode estar começando a derreter. O sistema do clima geral é formado pelos padrões planetários dos ventos e das correntes marítimas, que redistribuem o calor dos trópicos para os pólos".

Quem faz esse alerta é ninguém menos do que Al Gore, o ex-presidente dos Estados Unidos entre 1993 e 2001, no livro e no documentário por ele produzidos, ambos intitulados "Uma Verdade Inconveniente", cujo tema é exatamente o caráter emergencial que a situação do aquecimento global já adquiriu.

Considerado como "imperdível" pela revista norte-americana "Newsweek", as duas obras de Gore mostra que - a menos que se diminuam drasticamente as emissões de dióxido de carbono (CO2 e outros gases, o aquecimento global provocará uma mudança climática que acabará com a vida como a conhecemos.

Ponto sem Volta
Gore acredita que é necessária uma ação internacional imediata para reverter a situação. Para o cientista e ambientalista inglês James Lovelock, no entanto, "o aquecimento global já passou do ponto sem volta". "A situação se tornará insuportável lá por 2040", diz ele em seu novo livro, "A Vingança de Gaia", recentemente lançado em seu país.

"Gaia" é o nome que ele dá à Terra, ao mesmo tempo em que a concebe como um organismo vivo, dotado da capacidade de se manter saudável, o que implica a eliminação de formas de vida que ameacem ela mesma, ou seja, a raça humana.

Em entrevista à revista Veja, de 25 de outubro de 2006, Lovelock não esconde seu pessimismo: "O aquecimento global foi provocado pelo homem e, por isso, corremos o risco de ser extintos. Até 2100, é provável que desapareça 80% da humanidade".

Vontade Política
Mas Lovelock não deixa de apontar alternativas, como o uso de energia nuclear, que tem se revelado muito mais segura e barata do que se supunha há duas décadas atrás. Gore também deixa claro que já dispomos de toda a tecnologia de que precisamos para combater o aquecimento global, como máquinas não poluentes, energia solar e eólica.

Segundo Al Gore, a única coisa que ainda nos falta para entrar em ação é a vontade política. No entanto, como ele mesmo faz questão de lembrar em artigo escrito para a revista norte-americana "Vanity Fair", "nas democracias a vontade política é um recurso renovável".


*Antonio Carlos Olivieri é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia & Comunicação. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/medio/biologia/ult1685u267.jhtm

 

 
 

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