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O Brasil e a ALCA

"O Brasil é um país cuja vida econômica é fortemente influenciada pelos mercados globais. De um lado, os bons indicadores, como a valorização recorde dos títulos da dívida brasileira e a queda do risco-país, refletem a solidez da política econômica do governo Lula. De outro, eles mostram que, com os menores juros da história nos Estados Unidos e na Europa, os investidores estrangeiros estão buscando avidamente remuneração melhor para seu dinheiro. Neste momento, com 42% de ganhos acumulados no ano, o mercado de ações do Brasil é um dos destinos mais atraentes.

O Brasil representa mais de 50% da economia da América do Sul e 49% da população da região. (...) Muitos diplomatas brasileiros e economistas de esquerda acreditam que os Estados Unidos não formariam a Alca sem o Brasil. Esses números podem sugerir também que o Brasil é uma economia que pode viver muito bem com seu mercado interno. É ilusão. Esse seria, talvez, o maior perigo envolvido nas vacilações brasileiras a respeito da Alca." Revista Veja, 15 de outubro de 2003, p. 43.

Alca

"As coisas vão acontecer com ou sem a nossa presença. O que temos de saber é onde queremos ganhar e onde admitimos perder." Carlos Langoni, economista e diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas.

Embora as críticas em relação à entrada do Brasil na ALCA ainda sejam intensas sabemos que as consequências de uma possível exclusão brasileira serão bem piores do que aquelas que podem decorrer da participação do país no acordo.

Se inicialmente a falta de empenho do governo brasileiro era preocupante, hoje já é possível perceber que o Itamaraty tem se esforçado para defender questões de suma importância para a economia brasileira e que a formação deste grande bloco econômico parece mesmo irreversível.

Alguns pontos que o Brasil faz questão de discutir e negociar dizem respeito ao fim das tarifas de importação além de outras barreiras impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. O Itamaraty quer também negociar a questão dos subsídios agrícolas que o governo americano concede aos seus produtores. A soja exemplifica bem a questão: com os subsídios os produtores americanos conseguem colocá-la no mercado internacional a um preço bem competitivo. Desta forma os produtores brasileiros ficam obrigados a também diminuir o preço do seu produto para terem condições de competir, o que implica uma menor margem de lucro para o produtor nacional. Uma das compensações que o Brasil tenta negociar neste caso diz respeito a um acordo no qual os produtos subsidiados sejam exportados apenas para os países que não participam da ALCA.

Os Estados Unidos porém, também desejam discutir alguns outros pontos do acordo. Por exemplo, eles querem uma maior liberalização para os investimentos em serviços,  maior proteção para a propriedade intelectual e também um tratamento mais igualitário para todas as empresas, estrangeiras ou não, nas compras governamentais.

Existem ainda outros entraves que podem dificultar o acordo. A diversidade cultural e econômica do bloco é enorme. São 34 países (Exceto Cuba) com uma população de 800 milhões de habitantes. Ajustes serão necessário para que as economias mais fracas não corram o risco de serem completamente arrasadas. Afinal, um acordo dito multilateral não pode beneficiar apenas os países que já se encontram em uma posição de destaque.

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